segunda-feira, 24 agosto, 2026
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    Dia de campo apresenta técnicas para cultivo do maracujá BRS Pérola do Cerrado

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    Emater-DF reuniu extensionistas e pesquisadores para apresentar a produtores tecnologias de implantação, manejo, produção orgânica, certificação e comercialização da cultura

    Ampliar o conhecimento técnico dos produtores e contribuir para a profissionalização do cultivo do maracujá BRS Pérola do Cerrado no Distrito Federal. Com esse objetivo, a Emater-DF promoveu um dia de campo, no dia 18 de agosto, voltado tanto para agricultores que já trabalham com a cultura quanto para aqueles interessados em iniciar a produção.

    A programação foi organizada em estações técnicas, permitindo aos participantes acompanhar, na prática, diferentes etapas da atividade, desde a implantação da lavoura até a produção orgânica, a certificação e a comercialização. Pesquisadores, extensionistas e produtores compartilharam conhecimentos e experiências acumulados ao longo dos anos de desenvolvimento e validação da cultivar no DF.

    Na abertura, a diretora-executiva da Emater-DF destacou que “um dia de campo aproxima os produtores da prática do cultivo e é a oportunidade de aproveitar o contato direto com os profissionais presentes para esclarecer dúvidas e trocar experiências”. Ela ressaltou o comprometimento e a qualificação da equipe técnica envolvida na atividade e agradeceu a parceria da Embrapa no desenvolvimento e na disseminação de tecnologias para o setor produtivo.

    Da escolha da cultivar ao início da produção

    Na primeira estação, os pesquisadores da Embrapa Cerrados Fábio Faleiro e Ana Maria Costa apresentaram a história e o processo de melhoramento genético que resultou no BRS Pérola do Cerrado, além das características e dos benefícios do fruto para a saúde.

    Os participantes também receberam orientações sobre preparo e correção do solo, abertura e preparação de covas, nutrição das plantas, espaçamento, plantio e cuidados necessários até o início da produção.

    Já a segunda estação foi dedicada aos tratos culturais. Os extensionistas da Emater-DF Felipe Camargo e Magali Fortes, juntamente com o produtor Flávio Rocha, abordaram temas como adubação de cobertura, sistemas de condução em espaldeira e latada, poda de formação, polinização natural e manual, irrigação e colheita.

    A proposta é que o produtor tenha acesso a informações que permitam planejar melhor a atividade, reduzir erros no manejo e alcançar maior produtividade e qualidade dos frutos.

    Produção orgânica e certificação

    Outro foco do dia de campo foi a produção orgânica. Na terceira estação, os extensionistas Roberto Guimarães e Daniel Oliveira apresentaram práticas e exigências relacionadas ao sistema orgânico de produção.

    Entre os assuntos abordados estiveram legislação, controle alternativo e biológico de pragas, adubação orgânica e fertirrigação, adubação verde, utilização de plantas de cobertura e manejo da fertilidade. Também houve demonstração do sistema radicular das plantas e explicações sobre o processo de certificação participativa realizado pelo OPAC Cerrado.

    O mercado para produtos orgânicos também entrou na discussão no evento. Pedro Sena, do Sindiorgânicos, falou sobre oportunidades de comercialização e certificação, enquanto Thiago Campos apresentou estratégias que podem contribuir para a inserção dos produtores em diferentes canais de venda.

    Tecnologia validada junto aos produtores

    O extensionista rural Geraldo Magela Gontijo relembrou a trajetória do BRS Pérola do Cerrado no Distrito Federal. Ele acompanhou o processo desde a seleção de produtores para a validação da tecnologia, passando pelo acompanhamento das áreas cultivadas até as ações de divulgação do fruto junto aos consumidores.

    “Parte desse trabalho envolveu a apresentação do maracujá em feiras e eventos, com degustações e contato direto com o público, contribuindo para tornar a cultivar mais conhecida e estimular a formação de mercado”, contou Magela.

    A experiência mostra a importância da atuação conjunta entre pesquisa, extensão rural e produtores para que uma nova tecnologia não apenas chegue às propriedades, mas seja adaptada às condições locais e encontre espaço entre os consumidores.

    “Tudo o que planto eu vendo”

    O encerramento ocorreu com uma estação dedicada à troca de experiências além de uma degustação de produtos preparados com o BRS Pérola do Cerrado. O proprietário da chácara que recebeu o dia de campo, o produtor Ailton Andrade, contou que conheceu o BRS Pérola do Cerrado há cerca de cinco anos e, desde então, vem aperfeiçoando o cultivo a cada safra.

    Para ele, existe espaço para expansão da produção. “A comercialização, posso afirmar, não é problema. Tem comprador esperando. Tudo o que planto eu vendo”, afirmou.

    Para apresentar opções de consumo, além da fruta in natura, a extensionista da Emater-DF Sandra Cristina de Sousa apresentou algumas formas de consumir o maracujá e preparou, junto com a equipe do Centro de Formação da Emater-DF, receitas para degustação dos participantes.

    Além da troca de experiências entre produtores e técnicos, o encontro buscou justamente mostrar que o cultivo precisa ser pensado como uma atividade econômica, envolvendo planejamento desde a implantação e o manejo da lavoura até a qualidade do produto, a regularização, a certificação e a definição dos canais de comercialização.

     

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