sábado, 9 maio, 2026
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    Exagerou no churrasco? Especialistas mostram 11 maneiras de prevenir os sintomas de desconforto

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    O churrasco é um dos grandes protagonistas dos encontros sociais, especialmente nos fins de semana e feriados. No entanto, o consumo excessivo de carnes, aliado a acompanhamentos gordurosos e bebidas alcoólicas, pode transformar um momento de lazer em desconforto, com sintomas como azia, refluxo e sensação de estufamento.

    De acordo com Diego Righi, professor de Nutrição da Afya Centro Universitário Itaperuna, o principal problema não está no churrasco em si, mas na forma como ele é consumido. “Na maioria das vezes, os sintomas não são causados pela carne isoladamente, mas pelo conjunto de fatores: grande volume de comida, cortes gordurosos, álcool, bebidas gaseificadas e longos períodos de jejum antes da refeição”, explica. Segundo o nutricionista, refeições ricas em gordura permanecem mais tempo no estômago, o que favorece desconfortos como sensação de peso, náusea e refluxo, especialmente em pessoas mais sensíveis.

    Dra. Ana Clara Amaral, médica e professora de pós-graduação em Gastroenterologia na Afya Brasília, alerta que esses desconfortos podem ser ainda mais intensos em pessoas com condições gastrointestinais pré-existentes. “Indivíduos com doença do refluxo gastroesofágico, dispepsia, popularmente chamada de gastrite, ou síndrome do intestino irritável tendem a sentir os efeitos de forma mais acentuada”, afirma.

    De acordo com a médica, isso ocorre por mecanismos fisiológicos bem estabelecidos. “A gordura e o álcool podem relaxar o esfíncter esofagiano inferior, favorecendo episódios de refluxo. Além disso, o álcool irrita a mucosa gástrica, podendo causar dor em quem já apresenta sensibilidade”, explica.

    No caso da síndrome do intestino irritável, a combinação típica dessas refeições também pode acelerar o funcionamento intestinal. “A gordura e o álcool estimulam o reflexo gastrocólico, o que pode provocar vontade de evacuar logo após a alimentação, além de favorecer episódios de diarreia”, completa. O consumo frequente de cerveja, comum nesses contextos, também pode intensificar sintomas como gases e distensão abdominal.

    Outro ponto de atenção é o tempo de exposição dos alimentos. Em churrascos, é comum que as carnes permaneçam por longos períodos fora da refrigeração adequada, o que favorece a proliferação de bactérias. “A manipulação e o armazenamento inadequados aumentam o risco de infecções alimentares, que podem causar náuseas, vômitos e diarreia”, destaca a Dra. Ana. Ela também faz um alerta para pessoas que utilizam medicamentos conhecidos como protetores gástricos, como omeprazol, pantoprazol ou esomeprazol. “Esses medicamentos reduzem a acidez do estômago, que é uma importante barreira de defesa contra micro-organismos. Com isso, o risco de infecções alimentares pode ser maior”, finaliza.

    Dicas dos especialistas para evitar desconfortos após o churrasco:

    1 – Priorize cortes de carne mais magros e intercale com opções como frango e peixe
    2 – Evite longos períodos em jejum antes do churrasco para não exagerar na primeira refeição
    3 – Prefira comer em pequenas quantidades ao longo do tempo, em vez de grandes volumes de uma só vez
    4 – Mastigue bem os alimentos e coma mais devagar
    5 – Consuma fibras ao longo do dia (saladas, legumes), mantendo um padrão alimentar equilibrado
    6 – Beba líquidos com moderação e evite grandes volumes durante as refeições
    7 – Alterne bebidas alcoólicas com água e evite ingestão excessiva de álcool
    8 – Modere o consumo de bebidas gaseificadas, que podem aumentar gases e estufamento
    9 – Observe a procedência e conservação dos alimentos
    10 – Respeite os sinais de saciedade do corpo
    11 – Evite deitar-se logo após comer para reduzir o risco de refluxo

    Apesar dos riscos, especialistas reforçam que não é necessário abrir mão do churrasco. O segredo está no equilíbrio e em algumas estratégias simples para preservar a saúde digestiva. “É possível aproveitar sem exageros. Pequenas mudanças fazem grande diferença na forma como o corpo reage”, conclui Dra. Ana.

     

    Sobre a Afya

    A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.

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