Especialista alerta que frituras, doces, álcool e refeições muito pesadas podem intensificar náuseas, refluxo e sensação de mal-estar em quem usa a medicação. (Foto: pexels.com)
O uso de medicamentos para emagrecimento e controle metabólico tem crescido, e junto com ele também aumentam as dúvidas sobre o que pode ou não entrar no prato durante o tratamento. Entre os pontos que mais chamam atenção estão os alimentos que podem piorar os efeitos colaterais e comprometer a tolerância ao remédio.
A Dra. Mariana Wogel, especialista em Nutrologia, explica que a tirzepatida atua de forma a retardar o esvaziamento gástrico e modular a resposta metabólica, o que torna a alimentação uma parte importante do resultado. Segundo ela, algumas escolhas podem acentuar sintomas como náusea, refluxo, sensação de estômago cheio e desconforto abdominal.
“Quando uma pessoa usa esse tipo de medicação e mantém uma alimentação pesada, muito gordurosa ou com excesso de açúcar, o corpo tende a responder pior. O objetivo é ajudar o tratamento, e não criar mais sobrecarga digestiva”, afirma.
Alimentos que merecem atenção
Entre os itens que podem piorar a tolerância aos medicamentos estão frituras, ultraprocessados, doces e açúcar refinado, principalmente em grande quantidade. De acordo com a especialista, o excesso de gordura e açúcar pode tornar a digestão mais lenta e aumentar a sensação de mal-estar, além de causar diarreia.
O álcool também entra na lista de atenção. Além de interferir no metabolismo da glicose, ele pode intensificar efeitos colaterais já associados ao remédio, como tontura e náusea.
Outro ponto menos lembrado, mas que costuma surpreender os pacientes, é o excesso de proteína em uma única refeição, principalmente quando acompanhado de carnes mais gordurosas. “Porções muito grandes podem pesar no estômago e aumentar a sensação de estufamento. A melhor estratégia é distribuir a proteína ao longo do dia”, diz a médica.
Laticínios integrais, especialmente em grandes quantidades, também podem ser mal tolerados por algumas pessoas, assim como alimentos muito condimentados, apimentados ou picantes, que podem irritar o estômago e piorar azia e refluxo.
Para a Dra. Mariana Wogel, a orientação é não cortar grupos alimentares de forma radical, mas ajustar a rotina para evitar desconforto e melhorar a adesão ao tratamento. Ela recomenda refeições mais leves, com proteínas em porções moderadas ao longo do dia, vegetais, frutas, carboidratos integrais e boa hidratação.
“O uso da medicação exige estratégia. Quando uma pessoa aprende a comer de forma compatível com o tratamento, consegue aproveitar melhor o remédio e sofre menos com os efeitos colaterais”, afirma.
Sobre a Dra. Mariana Wogel
Médica especialista em Nutrologia pela ABRAN/AMB, RQE 33691 com atuação em saúde feminina, emagrecimento, fertilidade e medicina integrativa. Autora de dois livros e criadora do Programa Ser Livre, atende em Três Rios e Itaipava com foco em cuidado integral, acompanhamento contínuo e saúde da mulher em diferentes fases da vida.


