
O movimento cultural hip-hop teve origem nos anos 70, no bairro Bronx, em Nova York. O manifesto surgiu como resistência social e expressão para jovens negros americanos e latinos que deram voz as comunidades periféricas através de composições construídas a partir de letras faladas e cantadas em ritmo poético, conhecido como “rhythm and poetry”.
Normalmente as músicas abordam temáticas em forma de protesto contra as injustiças sociais, pobreza, combate ao racismo e violência, tendo como objetivo conscientizar a juventude a respeito da política e desigualdade social do país.
Os elementos que compõe a cultura hip-hop representam a sua forma de manifestação artística e social através do DJ que é o responsável pela organização musical, onde manipula e faz a mixagem dos sons que acompanham os MCs, o rap apresenta uma música carregada de versos com rimas, o grafite é representado pela arte expostas em espaços públicos, normalmente em muros, que simbolizam as histórias do gueto e o break é a dança de rua com movimentos e impactos físicos que se tornou uma das principais referências do movimento.
A cultura hip-hop na região administrativa do Itapoã, Distrito Federal, é marcante por meio de projetos sociais, com intuito de levar a arte às escolas e mobilizar a comunidade. Além de promover a cidadania, com serviços e programação gratuita e a presença de artistas locais, o “Festival Hip-Hop -aprendizado para a vida” e o “Festival de Break” exaltam o pertencimento e os talentos do lugar. A” Avenida no Murão” ganhou cores pelas mãos dos “Irmãos Grafite”, moradores da região. A arte embelezou todo o muro que tem um pouco mais de 2km de extensão. Após a ornamentação, a rua ficou conhecida como a mais bonita do Itapoã.
O hip-hop é uma ferramenta para os jovens valorizarem a própria identidade e edificarem os laços sociais em um ambiente de adversidades. A cultura propagou-se globalmente, passando a influenciar no setor cultural de diferentes países, como na moda, cinema e estilo de vida.
*Fabíola Fabrícia é escritora, poeta bilíngue, colunista, antologista e professora graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas e Pós-graduada em docência do Ensino Superior. A autora tem seis livros publicados, participação em diversas antologias nacionais e internacionais. Foi convidada a apresentar os seus livros na Feira Virtual Internacional Del Libro Centro América, Peru, Chile e Argentina, entre outras.





