segunda-feira, 20 abril, 2026
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    Artrose acomete cerca de 15 milhões de brasileiros e 80% da população mundial acima dos 65. Especialista indica o que fazer

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    A artrose, também conhecida como osteoartrite, é uma doença caracterizada pelo desgaste da cartilagem que reveste as articulações do corpo, o que dificulta os movimentos e pode causar dor crônica. A condição atinge principalmente pessoas maduras e representa um importante problema de saúde pública.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente cerca de 80% da população mundial com mais de 65 anos apresenta algum grau de artrose. No Brasil, a doença acomete aproximadamente 7% da população, o que corresponde a cerca de 15 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.

    Embora o envelhecimento seja o principal fator de risco, outras condições podem contribuir para o desenvolvimento da artrose, como obesidade — já que o excesso de peso sobrecarrega as articulações —, prática de exercícios físicos excessivos ou sem orientação adequada, histórico familiar, doenças reumatológicas e traumatismos, como acidentes e lesões articulares.

    Artrose de quadril: impacto significativo na qualidade de vida

    A artrose de quadril, também chamada de osteoartrite do quadril, é uma doença degenerativa que afeta essa articulação e atinge cerca de 10 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde.

    De acordo com o médico ortopedista e especialista em quadril, Dr. Mateus Jerônimo, os principais sintomas incluem dor persistente, rigidez, limitação dos movimentos e perda progressiva da mobilidade, impactando diretamente a qualidade de vida.

    “O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para retardar a progressão da doença, evitar complicações e preservar a autonomia do paciente”, adverte.

    De forma geral, considerando todos os tipos de osteoartrose:

    • Cerca de 60% dos casos ocorrem em mulheres;

    • Aproximadamente 73% das pessoas com artrose têm mais de 55 anos;

    • Embora os homens possam apresentar mais alterações visíveis em exames de imagem, as mulheres tendem a relatar mais dor e artrose sintomática;

    • Globalmente, o pico de novos casos ocorre entre 60 e 64 anos.

    Principais tratamentos para a artrose de quadril

    Segundo o médico, o tratamento inicial é, na maioria dos casos, conservador, baseado em:

    • Fisioterapia, com foco no fortalecimento muscular, melhora da amplitude dos movimentos e controle da dor;

    • Uso de analgésicos e anti-inflamatórios, especialmente durante crises;

    • Mudanças no estilo de vida, como controle do peso corporal e adaptação das atividades físicas.

    “Em alguns casos, podem ser indicadas terapias complementares, como infiltrações articulares, incluindo o uso de hidrogéis ou ácido hialurônico, que auxiliam na lubrificação da articulação e no alívio dos sintomas, sempre sob avaliação médica”, indica Jerônimo.

    Quando a cirurgia se torna necessária

    Quando os tratamentos conservadores não apresentam os resultados esperados e a dor passa a limitar significativamente a vida do paciente, a alternativa mais eficaz pode ser a cirurgia de artroplastia de quadril, procedimento que substitui a articulação comprometida por uma prótese.

    A cirurgia pode ser realizada por meio da técnica convencional ou com o auxílio de tecnologia robótica, sendo esta última considerada mais precisa e segura, pois permite maior controle no posicionamento da prótese, melhor alinhamento e potencial redução de complicações.

    “Hoje, as cirurgias de quadril são cada vez mais seguras, com técnicas avançadas que proporcionam recuperação mais rápida, menos dor no pós-operatório e melhora significativa da qualidade de vida dos pacientes”, conclui o especialista.

     

    Dr. Mateus Jerônimo

    Especializado em prótese total do quadril, o médico realiza cirurgias em hospitais de excelência como Sírio-Libanês, Vila Nova Star, Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Santa Casa de Santos.

    É membro titular da Sociedade Brasileira de Quadril (SBQ) e da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

    Foi coordenador de ortopedia em hospitais de referência. Além da prótese do quadril, tem experiência em cirurgias complexas da pelve e do acetábulo, área restrita a poucos especialistas.

    Ao longo de sua formação, também serviu como médico no Exército Brasileiro e no Batalhão da Guarda Presidencial.

     

     

     

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