Projeto reforça a importância do papel da leitura e do brincar para o desenvolvimento infantil. Foto: Bené França
Uma história bem contada tem o poder de tocar o coração, despertar sorrisos, provocar perguntas e abrir portas para mundos que só a imaginação é capaz de criar. É nesse território encantado que acontece a 20ª edição do projeto Caravana de Histórias, um convite para que crianças mergulhem no universo da fantasia, da escuta e do brincar. No mês em que se celebra o Dia Mundial do Livro (23 de abril), a iniciativa percorre unidades públicas de ensino do Distrito Federal, incluindo creches, Centros de Educação da Primeira Infância (CEPI) e Escolas Classe.
Samambaia e em Brazlândia já fizeram parte desse itinerário e, até o fim de maio, a Caravana de Histórias chegará ao Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Guará e Taguatinga. No total, a jornada lúdica terá envolvido, em cada instituição visitada, de 150 a 300 crianças, com idade entre 4 e 11 anos.
Mais do que narrativas, o projeto leva experiências, histórias que abraçam, cantigas de roda que conectam gerações e brincadeiras que devolvem à infância aquilo que ela tem de mais precioso – que é o direito de ser vivida com alegria, liberdade e criatividade. Para traduzir a essência do Caravana de Histórias, o idealizador da iniciativa, William Reis, recorre ao educador Friedrich Froebel, criador do conceito de jardim de infância: ‘brincar é a mais alta expressão do desenvolvimento humano na infância, pois é a expressão livre do que está na alma da criança’.
“Quando uma criança ouve uma história, algo mágico acontece. Ela amplia seu vocabulário, desenvolve empatia, organiza emoções e aprende, pouco a pouco, a compreender a si mesma e o outro. Quando ela canta e brinca, o corpo participa, a memória se fortalece, os vínculos se criam. E, quando tudo isso se junta – a história, a cantiga e a brincadeira -, o aprendizado se torna vivo, significativo e inesquecível”, explica Reis.
Nesta edição, a Caravana de Histórias traz também a participação de contadores já consagrados no DF, como Mônica Papa, Deise Saraiva, Elizete Ferreira de Medeiros e Neide Maria de Abreu, o grupo Pé do Cerrado, além do próprio William Reis.
Reis foi um dos principais articuladores da Lei que criou a Semana Distrital do Contador de Histórias em Brasília, celebrada em julho, e também é membro da Associação Amigos da História. Ele reforça que a proposta principal do projeto é plantar sementes – sementes de imaginação, de autoestima, de pertencimento e de amor pela leitura, formando ouvintes, leitores e sonhadores..
“Cada criança que escuta uma história não sai a mesma. Ela cresce por dentro. E é esse crescimento invisível, mas profundamente transformador, que nos move. Porque, no fim das contas, contar histórias é também cuidar do futuro”, enfatiza Reis.
O projeto Caravana de Histórias visitará 15 unidades públicas de ensino e é realizado pelo Instituto Latinoamerica, em parceria com o Ministério da Cultura, com produção da DeuCerto Produções e apoio da Associação Amigos da História.
SERVIÇO
Caravana de Histórias
Quando: até 18 de maio. Apresentações pela manhã e à tarde
Onde: Centros de Educação da Primeira Infância (CEPI) e creches, em Samambaia, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Guará, Brazlândia e Taguatinga
Público: crianças com idade entre 0 a 5 anos
Mais informações: @amigosdashistorias
PROGRAMAÇÃO:
23/04: Taguatinga
15h: Creche Casa do Carinho
Com Mônica Papa
24/04: Guará
15h: CEPI Lobo Guará
Com Mônica Papa
27/04: Samambaia
10h30 e 13h30: CEI 210 Samambaia
Com Deise Saraiva
05/05: Núcleo Bandeirante
10h30 e 13h30: Escola Parque Núcleo Bandeirante
Com Pé de Cerrado
11/05: Samambaia
09h: CEPI Mandacaru Samambaia
Com Neide Maria de Abreu
12/05: Samambaia
09h: CEPI Mandacaru Samambaia
Com Neide Maria de Abreu
18/05: Samambaia
10h30: CE 02 Samambaia
Com Elizete Ferreira de Medeiros




