quinta-feira, 3 setembro, 2026
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    Contratações em bares e restaurantes desaceleram em julho, mostram PNAD e Caged

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    Setor de alojamento e alimentação registra redução de 41 mil pessoas ocupadas no trimestre encerrado em julho ante o trimestre anterior, mas mantém saldo positivo de 66 mil na comparação anual. Foto: fonte da foto

    O mercado de trabalho de bares e restaurantes apresentou sinais de desaceleração em julho, segundo os dados mais recentes da PNAD Contínua e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No trimestre encerrado em julho, o segmento de alojamento e alimentação (que tem cerca de 85% de sua composição formada pelo setor de alimentação fora do lar) registrou redução de 41 mil pessoas ocupadas em relação ao trimestre anterior, encerrado em abril. Já os dados do Caged apontam saldo negativo de 1.304 postos de trabalho em julho, resultado da diferença entre admissões e desligamentos.

    Apesar da perda de ritmo na margem, os dados da PNAD mostram que o mercado de trabalho do segmento ainda apresenta crescimento na comparação anual. Entre maio, junho e julho de 2026, foram 66 mil pessoas ocupadas a mais do que no mesmo trimestre de 2025. O resultado indica que, embora o ritmo de expansão tenha diminuído nos últimos meses, o setor continua com um nível de ocupação superior ao registrado um ano antes.

    A desaceleração ocorre em um cenário de maior cautela por parte dos empresários, que precisam equilibrar a necessidade de manter equipes suficientes para a operação com os custos crescentes de contratação e manutenção da mão de obra. O setor teve bom movimento no trimestre, com datas como Dia das Mães e a Copa do Mundo, que exigiram reforço nas brigadas. Com o fim da temporada, os desligamentos podem ser reflexo destes ajustes.

    “Os números mostram que o setor continua empregando mais do que há um ano, mas em um ritmo mais moderado. Bares e restaurantes precisam estar permanentemente ajustando suas equipes ao movimento dos estabelecimentos e às condições de custo do negócio. Quando há maior cautela com o cenário econômico, a contratação tende a desacelerar, especialmente em um setor que depende diretamente do consumo das famílias. O dado anual, porém, mostra que seguimos com um mercado de trabalho maior do que no ano passado”, afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.

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