quinta-feira, 22 outubro, 2026
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    Guia de prevenção: 6 hábitos essenciais para proteger a saúde cardiovascular na menopausa

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    Especialistas explicam a relação e orientam como prevenir problemas

    A menopausa é uma fase natural da vida da mulher, marcada pelo fim do período reprodutivo, mas também por mudanças importantes no organismo, especialmente no sistema cardiovascular. Estudos recentes, como o publicado em 2025 na JAMA Internal Medicine, mostram que a redução hormonal na pós-menopausa está associada a alterações como piora do colesterol, maior rigidez arterial e aumento do risco de doenças cardíacas.Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre mulheres, respondendo por cerca de um terço dos óbitos femininos.

    De acordo com o Dr. Anderson Oliveira, médico e professor da pós-graduação em Cardiologia da Afya Goiânia, a queda do estrogênio, hormônio que protege os vasos sanguíneos, é o principal fator por trás desse aumento de risco. “Com a redução hormonal, cresce a probabilidade de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, podendo se igualar ao risco observado nos homens ao longo do tempo”, explica.

    A Dra. Renata Maksoud, professora e coordenadora de Endocrinologia da Afya Educação Médica, reforça que a menopausa não é uma doença, mas exige mais atenção. “Há mudanças no colesterol e na distribuição de gordura, o que pode favorecer problemas cardiovasculares”, afirma. Ela também destaca que a reposição hormonal não deve ser utilizada com o objetivo principal de proteção cardíaca.

    Os especialistas apontam que a perimenopausa, fase de transição, é um momento estratégico para prevenção. Monitorar pressão arterial, glicemia, colesterol e hábitos de vida pode ajudar a identificar riscos precocemente. Os médicos também alertam sobre os sintomas, já que nas mulheres, sinais de problemas cardíacos podem ser menos típicos, incluindo cansaço, falta de ar e mal-estar, muitas vezes ignorados.

    Apesar do aumento de risco com a idade, As complicações cardiovasculares não são inevitáveis. Embora o avanço da idade esteja associado a um maior risco de doenças cardiovasculares, isso não significa que elas sejam inevitáveis. Como explica o Dr. Leonardo Costa Lopes, médico e professor do curso de Geriatria de Ribeirão Preto, “envelhecer não é sinônimo de adoecer”, já que muitas dessas condições podem ser prevenidas ou controladas com acompanhamento adequado.

    Na avaliação de mulheres mais velhas, o cuidado vai além dos exames clínicos e inclui uma análise mais ampla da rotina, alimentação, mobilidade, uso de medicamentos, saúde mental e contexto social. Para o especialista, a geriatria adota uma abordagem multidimensional, que considera o paciente de forma integral, diferentemente do modelo tradicional, muitas vezes focado apenas em uma queixa específica. Essa visão permite compreender melhor os fatores que influenciam o processo de adoecimento e, assim, personalizar o tratamento.

    6 orientações para prevenir problemas cardiovasculares na menopausa, segundo especialistas
    • Não espere sintomas para realizar check-ups regulares Ao entrar na menopausa, é fundamental realizar avaliações médicas periódicas (colesterol, pressão arterial, glicemia), já que muitas doenças cardíacas evoluem de forma silenciosa.
    • Pratique atividade física regularmente Exercícios como caminhada, musculação ou bicicleta podem reduzir o risco cardiovascular nessa fase, além de ajudar no controle do peso e da pressão arterial.
    • Adote uma dieta com baixo teor de gordura Dietas como a mediterrânea, rica em frutas, vegetais, azeite de oliva, peixes e grãos integrais, pode ser uma aliada na proteção do coração. O acúmulo de gordura está associado à sobrecarga da atividade cardíaca.
    • Abandone o cigarro O tabagismo após a menopausa é ainda mais prejudicial, pois potencializa o risco de infarto e AVC devido à perda da proteção hormonal.
    • Cuide da qualidade do sono A insônia comum na menopausa pode aumentar os níveis de cortisol e inflamação no organismo, elevando o risco cardiovascular.
    • Controle o sódio de forma ativa Limite o consumo a cerca de 2g de sódio por dia (aproximadamente 5g de sal), reduzindo a ingestão de temperos prontos, ultraprocessados e embutidos. Tal medida é importante diante da queda do estrogênio, ajudando a reduzir a retenção de líquido e inchaços, comuns nessa fase.

     

    Sobre a Afya

    A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br eir.afya.com.br.

     

     

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