quarta-feira, 21 janeiro, 2026
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    Sorvete na dieta: como consumir sem culpa?

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    Nutricionista da Estácio desmistifica a ideia de “alimento vilão” e ressalta que o equilíbrio e a escolha de ingredientes são chaves para uma alimentação saudável

    Um dos alimentos mais saborosos e uma sobremesa presente nos lares brasileiros, o sorvete ganhou reconhecimento no país por sua relevância cultural e alimentar. Dados da ABIS indicam que o consumo per capita no Brasil está em ascensão. Com a variedade crescente de sabores e tipos, a sobremesa se tornou um item comum, o que torna o debate sobre seu consumo consciente ainda mais relevante.

    Apesar de ser uma paixão nacional, a sobremesa é frequentemente vista como um “vilão” em dietas e planos alimentares. Mas, afinal, é possível incluir o alimento sem comprometer o plano alimentar? Para o professor e coordenador do curso de Nutrição da Estácio FAPAN, Phelipe Auerswald, o primeiro passo para uma relação saudável com a comida é desmistificar o conceito de “alimento vilão”.

    Para ele, a dieta equilibrada não se baseia em proibições radicais, mas sim em uma gestão consciente do que se consome. “Não existe um alimento que, isoladamente, seja capaz de comprometer toda uma dieta. A chave está na frequência e na quantidade, e isso se aplica também ao sorvete”, explica o professor.

    Segundo o nutricionista, a composição do sorvete é o fator mais importante. Ele orienta que, ao escolher a sobremesa, as pessoas devem priorizar opções com menos gordura saturada e açúcares, como os sorvetes à base de frutas ou iogurte natural. “O ideal é tomar cuidado com sorvetes com a quantidade exagerada de açúcar e gordura vegetal hidrogenada, que é um tipo de gordura trans. O consumidor precisa se habituar a ler os rótulos e entender os ingredientes, buscando produtos mais naturais e menos processados. O sorvete caseiro, feito com frutas e um adoçante natural, é outra excelente opção que permite total controle nutricional”, indica.

    A inclusão do sorvete na dieta, portanto, é mais uma questão de estratégia do que de proibição. “É possível desfrutar do sabor sem prejudicar a saúde. A educação nutricional permite que as pessoas façam escolhas conscientes, transformando um momento de prazer em algo que se encaixa perfeitamente em um estilo de vida saudável e equilibrado”, reforça o especialista.

    Sorvete Tradicional

    O que fazer quando a vontade é de consumir um sorvete mais calórico? Phelipe reforça que mesmo as opções tradicionais podem ser incluídas em um plano alimentar, desde que com moderação e compensação estratégica. “É um erro pensar que a única solução é evitar o sorvete tradicional. A abordagem mais sustentável e saudável a longo prazo é a do equilíbrio. Se a pessoa deseja comer um sorvete mais calórico, deve ajustar o consumo de outros alimentos ao longo do dia para compensar o valor energético”, orienta.

    Segundo o professor, essa compensação pode ser feita por meio de escolhas inteligentes. “É possível optar por refeições mais leves, ricas em vegetais e proteínas magras, antes ou depois do consumo do sorvete. Aumentar a prática de atividade física no dia é outra forma eficaz de equilibrar a ingestão calórica. A dieta é um sistema, e o sorvete pode ser um componente desse sistema sem causar desequilíbrio”, conclui o nutricionista.

     

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