domingo, 13 setembro, 2026
More
    InícioBrasilAlimentos vão ficar 60% mais caros com transporte

    Alimentos vão ficar 60% mais caros com transporte

    -

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou a adoção de uma tabela com preços mínimos para o transporte de cargas, apontando que a medida gera prejuízos e danos para a economia. Pelas estimativas da entidade, o setor de alimentação será o mais afetado, incluindo arroz, aves e suínos com percentuais de reajuste superando 60% nos fretes, que deverão ser repassados para os consumidores.

    Representando as associações e federações estaduais de indústria, a CNI diz que está avaliando possíveis medidas judiciais e administrativas contra as normas que estabeleceram valores mínimos de transporte de carga para o Brasil, que foi uma das medidas negociadas com os caminhoneiros para pôr fim à greve da categoria.

    Os cálculos da CNI apontam que o transporte de arroz pelas rodovias do país terá aumento de 35% a 50% no mercado interno e de 100% para exportações. No caso da indústria de aves e suínos, a previsão é que o impacto sobre o custo do transporte será em torno de 63%.

    O frete de rações para alimentar os animais tende a aumentar 83%. No setor de papel e celulose, a alta do preço para transportar os produtos será de 30%. Segundo a assessoria de imprensa da entidade, o aumento no valor do frete leva à elevação de preços das mercadorias que chegam às prateleiras dos consumidores.

    A tabela com preços mínimos já foi regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A agência informou hoje que vai fazer uma consulta pública para discutir com a sociedade os valores instituídos pela política de preços mínimos de transporte rodoviário de cargas.

    Reunião

    Em reunião realizada em Brasília, representantes das associações industriais e federações estaduais da indústria fizeram uma avaliação dos impactos da greve dos caminhoneiros e das medidas anunciadas pelo governo para estancar a crise. Para o setor, é insustentável a manutenção da tabela com preços mínimos, informou a assessoria da CNI.

    De acordo com a Confederação, a indústria brasileira sofreu “prejuízos bilionários” com a greve dos caminhoneiros. Com a tabela de preços mínimos, os empresários afirmam que diversas indústrias diminuíram as remessas de cargas e outras estão avaliando verticalizar a operação, o que significa a montagem de frotas próprias de caminhões, em razão dos altos preços do frete.

    (ABr)

    Notícias Relacionadas

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    spot_img
    -Publicidade -spot_imgspot_img

    Últimas notícias