
Os meses de junho e julho são tradicionalmente dedicados às festas de São João, conhecidas como comemorações juninas, que têm uma grande repercussão em todo território nacional, mas exercem maior impacto na região Nordeste. Entre as festas mais famosas estão o São João de Caruaru, em Pernambuco, e o São João de Campina Grande, na Paraíba, que duram cerca de um mês e recebem milhares de pessoas.
O evento apresenta um verdadeiro sincretismo cultural, unindo tradições religiosas europeias às matrizes indígenas e afro-brasileiras.
Nesse período, as ruas, os estabelecimentos comerciais e as residências são ornamentados com bandeirinhas coloridas e luminárias, fazendo alusão à luz e à fertilidade da Terra, elementos que, na antiguidade, celebravam o solstício de verão. Com o passar dos anos, a Igreja Católica associou essas solenidades aos santos do mês: Santo Antônio (13), São João Batista (24) e São Pedro/São Paulo (29).
São inúmeras as atrações das festas, mas a quadrilha é uma das apresentações mais esperadas. Com coreografias bem ensaiadas, indumentárias típicas e caipiras, ela chama a atenção do público, que também gosta de apreciar as comidas e bebidas quentes, como bolo de fubá, milho verde, canjica, curau, pamonha, pipoca, pé-de-moleque, vinho e quentão.
Para celebrar essa grande manifestação cultural e os símbolos juninos, o Centro Cultural TCU apresenta a exposição ‘Festa de Luz: as festas populares e a arte brasileira’, com mais de oitenta obras, que variam entre fotografias, quadros, esculturas, xilogravuras, cordéis, cerâmicas, sala interativa, entre outros elementos. O curador Marcus de Lontra selecionou obras dos renomados artistas: Alberto da Veiga Guignard, Aldir Mendes de Souza, Alfredo Volpi, Américo Poteiro, Azol, Beatriz Milhazes, Dalton Costa, Delson Uchoa, Deneir Martins, Edmilson Nunes, Flávio Tavares, Francisco de Almeida, Galeno, Guerreiro do Divino Amor, Iuri Sarmento, José Patrício, Luiz Hermano, Marcelo Silveira, Marcos Cardoso, Maria Amélia Vieira, Mestre José Lourenço, Mestre Noza, Miguel Afa, Odoteres Ricardo de Ozias, Raimundo Rodriguez, Resendio, Robson Macedo, Roxinha e Véio, compondo a mostra com obras emblemáticas que exaltam as práticas culturais brasileiras.
A exposição fica em cartaz até o dia a 12 de setembro de 2026, no Centro Cultural TCU (Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Trecho 3, Lote 3 (no 1º subsolo do Centro Cultural TCU / Instituto Serzedello Corrêa), com visitação de terça a domingo, das 9h às 18h, entrada gratuita.
*Fabíola Fabrícia é escritora, poeta bilíngue, colunista, antologista e professora graduada em Letras Português/Inglês e Respectivas Literaturas e Pós-graduada em docência do Ensino Superior. A autora tem seis livros publicados, participação em diversas antologias nacionais e internacionais. Foi convidada a apresentar os seus livros na Feira Virtual Internacional Del Libro Centro América, Peru, Chile e Argentina, entre outras.



